Autora: Marcela Dantés

ISBN: 978-989-36116-3-0

Gênero: Romance

N. de páginas: 186

Formato: 14×21 cm

Temas centrais: família, paternidade, saúde mental, identidade, memória

Lançamento: 12/2025

Romance

João Maria Matilde

Marcela Dantés

sinopse

Matilde pensava ser filha de pai desconhecido até receber um telefonema que desorganiza sua vida. O português João Maria é seu pai, já está morto e deixou um testamento, que a inclui, a ser lido com data e hora marcada em uma pequena vila além-mar.

Deixando no Brasil mãe, namorado e um pouco de conforto que conquistara com o trabalho, a protagonista faz um mergulho tão inesperado quanto recluso em seu passado desconhecido.

Psicologicamente fragilizada, Matilde se vê obrigada a enfrentar seus maiores medos e, desconfia, possíveis delírios que insistem em aparecer quando ela mais precisa de lucidez. Na busca por suas origens, é na terra de seu pai que ela encontra uma versão surpreendente de si mesma e de sua história.

Desde pequena, há uma pergunta que martela na mente de Matilde, que a segue por toda a parte, e que os adultos ao seu redor não conseguem responder: quem é o seu pai? Apesar disso, Matilde cresce, constrói uma vida feliz, trabalha com o que gosta, e em geral tudo parece correr bem. Até que, num dia normal, recebe uma ligação que desestrutura o andamento da rotina: do outro lado da linha, alguém fala sobre seu pai, João Maria – é a primeira vez que sequer escuta este nome, informação negada a ela durante a juventude. Desnorteada, Matilde tenta entender aos poucos o que esta nova voz lhe diz.

Sobre o autor

Marcela Dantés

Marcela Dantés nasceu em Belo Horizonte, em 1986. Seu primeiro romance, Nem sinal de asas (2020, Patuá), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e do Jabuti. Em 2016, ela foi a autora residente do Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO), em Portugal, quando escreveu seu segundo romance, João Maria Matilde (2022, Autêntica), também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura.

Manifesto

A língua portuguesa não pertence a um único lugar. Ela é mátria — não de uma nação, mas de todos os que a habitam, transformam e reinventam.

Publicamos para preservar o que é diverso, para dar voz ao que é plural. Cada livro que editamos é um acto de resistência contra o silêncio, contra a uniformidade.

Acreditamos que a literatura é um espelho onde todas as variedades da língua podem ver-se e reconhecer-se.

Do Brasil a Moçambique, de Portugal a Timor, de Angola a Cabo Verde, de Goa a Macau — a mesma língua, infinitas vozes.

Somos uma editora independente. Somos uma casa para as línguas mátrias.